África

Hoje, um cabo verdiano disse que ia mudar cabo verde. Depois revelou que queria ser deputado e acrescentou com orgulho: áfrica precisa de nós. Ao lado, uma guineense de rosto rechonchudo olhava para ele. O cabo verdiano ainda falou sobre o calor de áfrica, a fogosidade da mulher africana, o espírito das planícies africanas, o cheiro da terra e o funge. A guineense estava com uns olhos muito fixos a olhar para o sorriso ligeiramente boçal e inocente do cabo verdiano. Por fim, num sotaque arreigado, disparou. Não voltava para áfrica, terra de gatunos e corruptos. Na terra dela só faz calor e está cheio de muçulmanos malucos da cabeça. O espírito das planícies é uma treta, é tudo vazio e a mulher africana é igual à europeia. Tudo tretas. No fim acrescentou com irrefutável nojo: e funge é uma porcaria! Nisto o cabo verdiano agarrou o que tinha à mão: uns papéis sobre gestão empresarial. A conversa ficou por ali e eu percebi de imediato quem tinha o poder da chuva.

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